Voce,
Montserrat, unica, exlusiva, multiple, guerreira, presente sempre! bello menaseje que no merezco pero, gracias Marilia, sabes bien que te quiero..
… Sucederam magicamente as primeiras palavras, mãee! Pombo! Febres, resfriados, as famosas dores abdominais que dilaceram nossos sentimentos. Primeiros passos, o murito – mãozinhas ansiosas de felicidade – primeiro dia de aula, primeiros beijos na namoradinha da escola, primeiras desilusões, primeiras vitorias. Numa espiral, em todos os recantos do mundo milhares de mães repetem a mesma história. Doces, suaves, duras, ternas, exigentes, dedicadas, relapsas como sejam – portais de entrada de milhões de seres humanos que percorrem o mesmo caminham em busca da realização cada qual de seus sonhos.
Mas, este dia tem para mim um caráter muito especial. Super especial. Dedico àquelas mães que na suprema lucidez do amor esperam a chegada a qualquer momento de seus filhos desaparecidos. Daqueles jovens que na luta pela liberdade foram massacrados pelas ditaduras que assolaram nosso continente, ceifando vidas, torturando, destruindo famílias, seqüestrando crianças. Àquelas mães heroínas sofredoras de um tempo cruel de espera. A elas o nosso amor, o nosso respeito, a nossa solidariedade. Por elas, nós mães de ontem e de hoje, filhos e netos devemos priorizar a luta da busca de seus filhos desaparecidos. Só assim estaremos cumprindo nossa missão de geradoras do homem novo, aliviando o coração de quantas esperam um toque diferente em suas portas, para dar continuidade as suas vidas.
Marilia
Escrito por montserratponsa 









